Site de produtora gringa do dia
http://www.smugglersite.com
Grandes Entidades da Publicidade – Série em vários capítulos
Parte 1 – O criativo
Quem é “o criativo” ? Ó… ele! O criativo!
O criativo é não mais não menos do que o deus máximo do processo publicitário. A figura é tão importante, mas tão importante, tão importante, que talvez seja a única ocupação profissional (pelo menos que eu me lembre) que consegue se definir por uma adjetivo elogioso.
Ora bolas, tudo bem que o profissional de criação publicitária agora é “criativo” - mas ninguém chama o produtor de “produtivo”, ou diretor de “diretivo”.
De onde vem isso?
Ah, porque ele é o cara que cria, que inventa. Cria o quê, publicidade? Onde nada se cria, tudo se copia? Tá bom…
Pois não há nada mais comum, corriqueiro, usual, na publicidade do que criar a partir de idéias dos outros. Criar anúncios, na maioria das vezes, é adaptar uma piada antiga aqui, ou uma cena de um filme ali, mais um velho trocadilho ali, e fingir que aquilo foi criado pra vender um produto. Não que o publicitário esteja a mesmo a fim de vender o produto – na maioria das vezes ele está pouco se lixando pra isso. Na verdade, ele quer a sua parte em prêmios.
Os criativos são divididos em 2 funções: redatores e diretores de arte.
O redator, aquele que no fim das contas é o cara que mais leva as glórias pela criação, é um profissional que não precisa saber nada. Nem mesmo escrever. “Mas não é ele que escreve?”, você perguntaria. Não. O criativo gasta tanta energia tendo idéias geniais que não pode perder o seu tempo em pormenores como o de produzir textos bem escritos. Se escrevesse bem, nunca seria publicitário. O redator pode até escrever errado à vontade, porque as agências têm revisores pra corrigir quaisquer cagadas. Nada mais comum do que redatores sem o menor jeito para tratar de pontuação, de ritmo, de estrutura de um texto. É tudo chutado mesmo.
De roteiros, então, nem se fala. Perdoem-me, mas não há um redator, nenhum, que possa chamar as baboseiras que eles escrevem de roteiro. Quando muito, são rascunhos de argumentos, sem nenhuma noção de como estruturar um filme.
“Mas o importante é a idéia”, eles sempre dizem. Claro, aquela mesmo que ele chupou de uma piada da internet, de um filme antigo, de um trocadilho de boteco.
Já os diretores de arte tem uma aura de serem um pouco mais trabalhadores do que os seus colegas redatores. São os caras que, apesar de serem capazes de terem “idéias”, sabem brincar no photoshop, e até conseguem fazer um desenhozinho de vez em quando. Mas tudo de leve: desenham mas não são desenhistas, fazem design mas não são designers, fazem peças gráficas mas não são artistas gráficos Geralmente são péssimos nas três coisas, e por isso mesmo não viraram nenhuma delas. Mas tudo bem, ninguém percebe, pois ele faz dupla com um redator que é um completo songa monga ainda no que se refere computadores e acuidade visual.
Não me diga porque eles se chamam de diretores de arte – afinal, trabalham sozinhos, não dirigem porra nenhuma. Pegam a frase do cara genial, escolhem uma fonte bonitinha, pegam a foto mal feita do fotógrafo, dão uma tratada e voilá, tá todo mundo enganado.
Tudo isso pra ter 5 dígitos no contra cheque todo més.
Alguém se habilita?
(Não perca o próximo capítulo – “Lugares que Publicitários Frequentam”)